“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância. Pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono! Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer…”

Clarice Lispector

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Raio X borrado, sujeito a mudanças

Gosto de vida agitada, apaixono-me facilmente. Não sei disfarçar tristeza ou fingir alegria. Sou transparente e demonstro com expressões faciais. Sou louca por hidratante, sandália rastreira e chocolate. Gente fútil me enoja, gente normal me entedia. Os livros são companheiros nos momentos de solidão, mas adoro estar entre amigos às gargalhadas. Sempre tive problemas com números, a matemática não gosta de mim, nem eu dela. Meu romance são com as palavras. Por isso, a poesia me fascina tanto. Já estive no mundo da lua quando adolescente, hoje considero-me uma pessoa com o pé no chão. Detesto falsidade, relações de interesse, casamento de aparências. Sou justiceira até com quem não conheço. Já comprei briga pra defender um amigo, uma irmã. Também perdi amigas por isso: se meter demais na vida dos outros nos traz problemas sérios. Sou inconstante ao extremo, afinal de contas meu signo é gêmeos, ascendente aquário. Tenho 1,68m, 60 kg, pele morena e olhos grandes, castanhos. Dizem que sou sensual, elegante, sinceramente também acho. Tenho pretensões a bruxa, minha intuição é aguçada, meu sexto sentido já me livrou de muitas armadilhas. Sonhei com a morte do meu avô 3 meses antes de ocorrer, já saí do meu corpo em sonho, prevejo telefonemas, capto pensamentos, não sempre, mas acontecer. Morei 4 meses em Porto Alegre a estudo, senti muita falta de casa, do namorado, dos amigos, da comida nordestina. Sou louca por jambo, comida japonesa, bebo muita água, tenho medo da velhice. Gosto de dar assistência aos órfãos, principalmente crianças. Desejo muito ter um filho, mas se não puder, adotarei um. Meu instinto materno não será em vão... Adoro fazer sexo, mas preciso estar envolvida. Também adoro beijo de boca. Sou especialista em jogar tudo pro alto quando não estou mais satisfeita com as coisas e quando já tentei de tudo pra dar certo. Muitos tem medo de minha inconstância, sou dispersa, tenho mania de ficar enrolando o cabelo quando estou pensando ou distraída. Sou a verdadeira brasileira de bunda e coxa grossa, mas isso já me trouxe alguns problemas. Embora ser mulher já facilitou de me livrar de multas de trânsito e perder pontos na carteira. Sou honesta a ponto de não gostar de furar filas. Já mandei calar a boca em cinema, recusei favores a aproveitadores e digo não com a mesma facilidade com que troco de roupa. Nas fases de desespero já tirei cartas com cartomante, frequentei centros espíritas, mas nunca fiz mandinga, tenho verdadeiro pavor. Não tenho medo da morte e gosto do tema, tanto que fui visitar recentemente o laboratório da anatomia da faculdade pra ver nossos órgãos ao vivos, que aliás são lindos. Não me apego a coisas pequenas, embora tenha minha birras. Fico irritada facilmente, sou abusada, implicante e por vezes possessiva. Não tenho ciúme de amigos, mas não gosto de falta de consideração. Sou pontual como uma britânica e fico chateada quando me atraso. Nã consigo me conformar facilmente com as coisas, nem ficar de estudar por muito tempo, tenho a impressão que estou parada no tempo. Adoro esportes radicais, como rapel, mas acho que não tenho mais coragem de saltar de paraqueda. Quando criança gostava de brincadeira de menino, como subir em árvores e jogar bola. Nunca fui fã de bonecas.




"Esta é uma obra de ficção. Qualquer semelhança com nomes, pessoas ou acontecimentos reais terá sido mera coincidência."

A coincidência sou eu, pois o texto também é baseado em fatos reais, embora esteja sujeito a mudanças, devido a alto grau de variação térmica, física, demográfica, emocional e psicológica.

Um comentário:

Anna Apolinário disse...

gostei do texto, bastante espontaneo e despretensioso.
xero