“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância. Pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono! Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer…”

Clarice Lispector

terça-feira, 1 de novembro de 2011

EXORCISMO


Ainda tento o exorcismo.
A sombra da sua passagem ficou.
Leve rastro de marcas profundas
riscou o chão.

Ainda tento o exorcismo.
Ouço ruídos no andar de cima
Portas a bater,
Luzes a acender.

Não quero padre,
mandinga ou ritual
candomblé ou purificação.
Quero o próprio demônio
da sua dor habitando esta casa.

3 comentários:

Bruna Assagra disse...

Gostei muito, fantasmas pra mim, só o dos outros... ótimo.

Maíra da Fonseca Ramos disse...

E às vezes esses fantasmas são o que temos de melhor (e mais "nosso"). Gostei do seu espaço!

Lívia Inácio disse...

nossa! rs