“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância. Pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono! Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer…”

Clarice Lispector

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O sexo do mundo


"Tinha medo de encarar o mundo, mesmo sem entender direito o que era o Mundo. Até ali ele restringia-se a férias na praia, tardes na casa da avó, brincando no quintal com minhocas e flores que transformava em perfumes. Não tinha muita paciência para brincadeiras com bonecas, vestidos e coisas de meninas. Aliás, parecia gostar mais das aventuras dos garotos: subir em árvores, jogar bola, correr. Talvez tenha sido um defeito físico, apenas um detalhe."
(De uma quase nada menina)

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